Numa tarde em que o Sol aquecia mas não em demasia e o vento não se fazia sentir, eis que a nossa protagonista se encontrava deitada numa rede colocada entre duas árvores de fruto, apreciando a sua sombra e desfolhando o livro "As intermitências da Morte" de José Saramago. Subitamente, eis que se aproxima uma familiar sua, que podemos caracterizar como uma nova típica portuguesa, isto é, pouco QI e muita marca vestida.
Familiar: "Então, que estás a fazer?" (como se a resposta não fosse óbvia)
Protagonista: "Estou a ler o último livro do Saramago"
Familiar: "Céus! Como é que consegues?! Ele nem usa pontuação..."
Protagonista: "É um facto, mas não está gramaticalmente incorrecto.E repara, é um prémio Nobel, como tal a sua escrita é mundialmente reconhecida."
Familiar: "Pois...Já sabes daquele último livro do Paulo Coelho?"
Duas conclusões: a primeira é que o povo português não merece os escritores que tem, não falo apenas do Saramago, mas de tantos outros como Luís de Camões, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Sophia de Mello Breyner, Agustina Bessa-Luís,entre muitos outros.
a segunda, é que por vezes o homicidio justifica-se. Peço desculpa, mas para situações desesperadas, medidas desesperadas.